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KAREN AARRE

Exposição The Sky Begins at your Feet

 27 de julho a 15 de setembro

 
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Uma pintora inglesa-norueguesa que vive em Cascais e um pintor português que vive em Copenhague. A primeira frequentou escolas de artes plásticas na Holanda, na Noruega e em Portugal, enquanto o segundo o fez em Portugal e na Holanda. Ambos têm um passado comum de interesses no terreno do audiovisual, mas as propostas que fazem são bastante distintas: num caso temos uma clara inclinação abstracta e simbólica e no outro uma nítida propensão para a observação da natureza enquanto fonte de inspiração
 
 
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The Sky Begins at your Feet _ O Céu Começa a teus Pés

Quando se mudou de Oslo para Cascais, de um dos extremos da Europa para o outro, Karen Aarre surpreendeu-se com a luminosidade do céu desta vila costeira. Mesmo durante o inverno tem tal brilho que a paisagem se reveste de uma aparência quase monocromática. As silhuetas das plantas, dos rochedos e das pessoas destacam-se fortemente contra o horizonte, o que a artista tentou captar no seu quadro The Big Picture ("Panorama").

Por outro lado, nas paisagens brumosas de Sintra, essas silhuetas tendem a esbater-se. O firmamento parece tocar o solo e as árvores esfumam-se no céu. As nuvens descem aos nossos pés e impelem-nos a erguer os olhos, a percorrer com o olhar os altos troncos das velhas árvores e a penetrar no céu nebuloso, talvez entrevendo uma réstia de azul. Esta paisagem evoca a de Ryfylke, uma região dos fiordes da Noruega, onde a pintora passou a maior parte dos seus verões desde a infância. Os quadros Pitch Black ("Escuro como Breu") e White Beginnings ("Claros Começos") têm ambos Ryfylke como tema, mas podiam igualmente retratar Sintra. Embora as regiões possuam faunas e floras completamente distintas, existe uma grande similaridade entre muitas das impressões que os dois lugares suscitam.

"Fascina-me a forma como as paisagens se traduzem em recordações e emoções, por isso procuro sempre pintar os aspetos de uma cena que me comova. Tento comunicar, no meu trabalho, a experiência pessoal de um panorama a partir de um grande plano, onde os elementos ocultos – o que existe para além do âmbito da tela – possuam a mesma importância que o motivo nela presente. Espero transmitir ao observador a experiência de entrar pela paisagem adentro, de se sentir rodeado por ela e partir em busca dos seus limites.

A maioria dos meus quadros para esta exposição contém imagens de árvores. Considero-as como componentes significativos da linguagem de uma paisagem. As árvores preenchem-na e dão-lhe forma; obstruem as vistas e geram-nas; orientam a luz e originam as sombras. Mas o que acontece por trás dos troncos, por entre os ramos e por cima das copas não se reveste de menor importância." Apesar de Karen Aarre se inspirar em lugares específicos, as suas obras não constituem representações imediatas, antes se afirmando como interpretações pessoais da experiência da paisagem observada.

A pintora utilizou tintas acrílicas sobre tela na maior parte destas obras, nelas aplicando numerosas camadas finas de tinta para dar profundidade às imagens. Por vezes esbate-as, retirando parcialmente algumas camadas para delas deixar apenas alguns vestígios ou acrescenta-lhes outras por cima – conferindolhes assim o sentido de passado e de futuro, bem como da natureza fugaz dos momentos que passam.
 
 
 
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